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Padrão de recorrência de câncer retal em seguida ao tratamento cirúrgico. Análise de 122 pacientes em um centro terciário

Artigo publicado no J Coloproctol. (Rio J.) 2018;38:18-23 - Vol. 38 Núm.1 DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.420

Gustavo Sevá-Pereira, Roberta Nascimento Cypreste, Joaquim José Oliveira Filho, Sandra Pedroso de Moraes, Paula Buozzi Tarabay




RESUMO

A sobrevida de pacientes com câncer retal tem sido relacionada, sobretudo, aos estadiamentos clínico e patológico. De longe a recorrência é o problema mais desafiador, no que concerne ao tratamento cirúrgico do câncer retal. Esse estudo pretende estabelecer um padrão de recorrência para pacientes com adenocarcinoma retal submetidos a tratamento cirúrgico entre março de 2003 e julho de 2016. Após a aplicação dos critérios de exclusão, foram analisados 122 pacientes. Recorrência global foi constatada em 22% dos pacientes, enquanto que 13,1% tiveram recorrência localizada. A média para sobrevida livre de doença foi de 23,9 meses, e o acompanhamento médio foi de 34,13 meses, com variação entre 6-115 meses. Na literatura, em geral a recorrência se situa entre 3-35% após 5 anos, com um percentual de sobrevida após 5 anos de apenas 5%. Em cerca de 50% dos casos a recorrência é localizada, ficando confinada à pelve. Os presentes dados acompanharam os achados da literatura na maioria dos aspectos avaliados, embora o achado de elevado percentual de recorrência localizada permaneça ainda um aspecto desafiador na busca de desfechos cirúrgicos mais satisfatórios.

Palavras-chave Recorrência, Câncer retal, Cirurgia




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